terça-feira, 12 de julho de 2011

Sociedade plural e multicultural

Querem fazer crer que no Brasil está em curso uma guerra pelo controle hegemônico da sociedade. Acusam um grupo - os homossexuais - de querer impor seu comportamento, seus valores, sua forma de agir e ser. Tal premissa é falsa e esconde, nela, a incapacidade que seus defensores têm de conviver com a diferença, de aceitar que outros não são obrigados a pensar e se comportar da mesma maneira que eles.
Gays, lésbicas, travestis e transsexuais querem apenas os mesmos direitos que os outros grupos já têm: o direito de viver em sociedade sem serem discriminados, importunados e recriminados por suas opções. Em outras palavras, reforçam, aprofundam e radicalizam o caráter plural e multicultural da sociedade.
A sociedade brasileira tem espaço para todos: cristãos (católicos, protestantes e quetais), muçulmanos, umbandistas, candoblecistas, budistas, gnósticos, ateus; heterossexuais, homossexuais, bissexuais, panssexuais, etc. Todos convivendo sob o princípio da harmonia e da tolerância mútua. As opções que cada um faz não invade o limite do outro e, muito menos, afronta seus princípios e convicções. Respeite o espaço alheiro e o seu também será respeitado.
Não se deve confundir alternância, mais adequada à disputa pelo poder político e controle do Estado, com hegemonismo. Por que, para alguns, é tão difícil aceitar o outro como ele é, suas opções e condutas? O ódio, muitas vezes, esconde algo que aquele que odeia não quer ver revelado: o medo de ver refletida no odiado a sua verdadeira personalidade.

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