terça-feira, 11 de maio de 2010

Coerência e lealdade

Finalmente, o grande dia chegou. O país inteiro aguardava, ansisoso, a lista dos 23 jogadores que o técnico Dunga levará para a África do Sul, onde o Brasil vai tentar seu sexto título mundial de futebol. Goste-se ou não da lista, deve-se elogiar Dunga pela coerência e a lealdade que manteve com a maioria do grupo de jogadores que estará em campo na primeira Copa do Mundo disputada no continente africano.
Foi leal com aqueles que estiveram ao seu lado em todos os momentos da seleção depois da Copa da Alemanha. Ainda na Copa América e mesmo durante as eliminatórias, quando a seleção não empolgava e o técnico sofria toda sorte de pressões, o grupo de jogadores manteve-se fiel e leal ao treinador que, em troca, foi coerente no momento de definir os atletas que irão à Copa.
Será o seu batismo de fogo como treinador; as disputas até agora foram apenas, como se diz, "para curtir-lhe o couro". Dunga foi chamado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para comandar um amplo processo de renovação da seleção; e bem ou mal, ele o fez. Basta lembrar que, do antigo grupo, poucos são os jogadores que se mantiveram na seleção.
O momento para analisar o sistema de jogo da seleção será outro, por hora, diga-se que, se o país quiser saber como jogará a o Brasil na África do Sul, basta olhar no retrovisor da história e mirar a equipe que conquistou o tetra nos EUA, em 1994. O meio de campo, que é onde se decide uma partida de futebol, é composto majoritarimente por atletas com características mais defensivas que de criação e ataque. Os únicos que apresentam alguma característica desta natureza são Júlio Batista e Kaká; e ainda assim, não são jogadores cerebrais, atletas que "pensam" jogo, armam e criam jogadas, que se antecipam e sabem o que fazer antes mesmo da bola chegar, enfim, estetas.
Agora, é esperar e, sobretudo, torcer. O grupo está definido. Mas, não espere, a torcida, uma seleção brasileira empolgante, envolvendo adversários, impondo placares elásticos e realizando jogos antológicos. Este grupo não chega a tanto. É competitivo e o Brasil é um dos favoritos, porém, mais pela fragilidade dos adversários.

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