Maurício Abdalla
“Marina, morena Marina, você se pintou?” diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o “grito da Terra e o grito dos pobres”, como diz Leonardo.
Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?
Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as famílias que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão disse: Serra deve ser eleito.
Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz”. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.
Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. “Azul tucano”. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.
Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a “vitória da Marina”. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.
“Marina, você faça tudo, mas faça o favor”: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você “tanto faz”. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem “esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele”.
Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. “Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”.
Maurício Abdalla, é professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (Mercuryo Jovem), dentre outros.
Mostrando postagens com marcador Eleições. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 5 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Arnóbio Rocha: brasileiro votou bem
O fígado não costuma ser bom companheiro quando nos propomos a análisar o que quer que seja, sobretudo política. De tudo o que li até agora sobre o primeiro turno das eleições gerais, esta avaliação me parece a mais sensata. Ei-la para que os visitantes deste blog (se é que existe algum!) possam tirar suas próprias conclusões
1) Brasileiro votou muito bem com sabedoria, só elitista criticam sem base na realidade concreta e no preconceito;
2) Tiririca é ponto fora da curva e eleito no estado mais politizado(?), mais rico do Brasil;
3) Apenas lembremos que Cicciliona foi eleita na Itália, Bush nos EUA, Sarkhozi na França, faz parte da democracia;
4) Olhando os números gerais foram muito bons, nos livramos: Tasso, A.Virgilio, Mão Santa, Heraclito, Aleluia, Marco Maciel, Cesar Maia (dentre outros, veja a lista completa aqui).
5) Dilma foi muito bem em todo Brasil, faltou pouco mais de 3% pra vencer no primeiro turno, grande feito para quem nunca fora candidata.
6) Marina foi a Bala Verde que salvou Serra da aposentadoria antecipada. Mas não podemos culpá-la de nada, faz parte da Democracia.
7) Devemos pensar onde erramos e não achando culpados, Marina era candidata e aproveitou a oportunidade, devemos dialogar com ela.
8 ) Dialogar com Marina e seus eleitores. Bobagem ficarmos acusando-a de qualquer coisa, lembremos que sem Erenice venceriamos fácil;
9) Agora é levantar cabeça e ir em frente, ficar remoendonãoñ leva a nada, Lula em 2006 tava “eleito” e teve que ir ao segundo turno;
10) Grande trunfo é mostrar aos eleitores que Dilma eleita terá base sólida de apoio na Câmara e no Senado para fazer grande governo, Serra não;
11) Único resultado ruim foi Beto Richa o censurador ter vencido no primeiro turno, demais estão dentro do esperado, bola para frente.
1) Brasileiro votou muito bem com sabedoria, só elitista criticam sem base na realidade concreta e no preconceito;
2) Tiririca é ponto fora da curva e eleito no estado mais politizado(?), mais rico do Brasil;
3) Apenas lembremos que Cicciliona foi eleita na Itália, Bush nos EUA, Sarkhozi na França, faz parte da democracia;
4) Olhando os números gerais foram muito bons, nos livramos: Tasso, A.Virgilio, Mão Santa, Heraclito, Aleluia, Marco Maciel, Cesar Maia (dentre outros, veja a lista completa aqui).
5) Dilma foi muito bem em todo Brasil, faltou pouco mais de 3% pra vencer no primeiro turno, grande feito para quem nunca fora candidata.
6) Marina foi a Bala Verde que salvou Serra da aposentadoria antecipada. Mas não podemos culpá-la de nada, faz parte da Democracia.
7) Devemos pensar onde erramos e não achando culpados, Marina era candidata e aproveitou a oportunidade, devemos dialogar com ela.
8 ) Dialogar com Marina e seus eleitores. Bobagem ficarmos acusando-a de qualquer coisa, lembremos que sem Erenice venceriamos fácil;
9) Agora é levantar cabeça e ir em frente, ficar remoendonãoñ leva a nada, Lula em 2006 tava “eleito” e teve que ir ao segundo turno;
10) Grande trunfo é mostrar aos eleitores que Dilma eleita terá base sólida de apoio na Câmara e no Senado para fazer grande governo, Serra não;
11) Único resultado ruim foi Beto Richa o censurador ter vencido no primeiro turno, demais estão dentro do esperado, bola para frente.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Tracking Vox Populi/Band/iG: Dilma registra 53%; Serra mantém 22%
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), oscilou um ponto para baixo no tracking Vox Populi/Band/iG desta terça-feira. A presidenciável petista soma 53% das intenções de voto, e venceria a disputa no primeiro turno. José Serra (PSDB), com 22%, e Marina Silva (PV), com 8%, mantiveram os índices da medição anterior. Brancos e nulos chegam a 4% dos entrevistados. Não sabem ou não quiseram responder 12% dos eleitores.
A variação registrada pela petista ocorre dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,2 pontos percentuais. Na pesquisa espontânea, quando o nome dos candidatos não é apresentado, Dilma recebe 44% das menções, enquanto Serra soma 18%. Marina tem 6%. O presidente Lula segue lembrado por 1% dos eleitores na espontânea.
Dilma tem vantagem sobre os adversários em todas as regiões. Na medição que engloba o Centro-Oeste e o Norte do País, a petista tem 51%. O candidato tucano contabiliza 25% das preferências, enquanto Marina tem 8%. No Sul, Dilma tem 44%, enquanto Serra tem 29%. Marina tem 6%. No Sudeste, Dilma tem 46%, Serra 24% e Marina, 11%.
A cada dia, o Instituto Vox Populi realiza 500 novas entrevistas. A amostra consolidada com 2.000 entrevistas, portanto, só é totalmente renovada após quatro dias. O levantamento foi registrado junto ao TSE sob o nº 27.428/10.
A variação registrada pela petista ocorre dentro da margem de erro do levantamento, que é de 2,2 pontos percentuais. Na pesquisa espontânea, quando o nome dos candidatos não é apresentado, Dilma recebe 44% das menções, enquanto Serra soma 18%. Marina tem 6%. O presidente Lula segue lembrado por 1% dos eleitores na espontânea.
Dilma tem vantagem sobre os adversários em todas as regiões. Na medição que engloba o Centro-Oeste e o Norte do País, a petista tem 51%. O candidato tucano contabiliza 25% das preferências, enquanto Marina tem 8%. No Sul, Dilma tem 44%, enquanto Serra tem 29%. Marina tem 6%. No Sudeste, Dilma tem 46%, Serra 24% e Marina, 11%.
A cada dia, o Instituto Vox Populi realiza 500 novas entrevistas. A amostra consolidada com 2.000 entrevistas, portanto, só é totalmente renovada após quatro dias. O levantamento foi registrado junto ao TSE sob o nº 27.428/10.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Futuro líder da oposição virá do Rio
A última pesquisa do Instituto Datafolha mostra a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Rousseff, com 49% das intenções de voto. Seu principal adversário, José Serra (PSDB), está em segundo, com 29%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Se as eleições fossem realizadas hoje, estes números dariam à candidata apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a vitória no primeiro turno.
Diferentes analistas políticos afirmam que, caso se confirme sua derrota, Serra terá o canto do cisne em sua carreira política. E mais, já se especula também quem irá liderar a oposição no Congresso Nacional. Uma avaliação ligeira cravaria no ex-governador de Minas Gerais e candidato ao Senado por aquele estado, Aécio Neves. Com uma tribuna importante a sua disposição, dizem os especialistas, ele teria condições de ser o grande líder oposicionista a um eventual mandato de Dilma Rousseff.
Aécio não é unanimidade. Pelo menos é que se depreende de algumas análises publicadas na imprensa. O ex-governador mineiro, dado o seu perfil conciliador e suas boas relações com o presidente Lula, não teria a necessária firmeza para conduzir a oposição conservadora no Parlamento. Se Aécio não serve, quem, então, há de servir? A solução, para os conservadores, pode estar no Rio de Janeiro.
Criado nas hostes brizolistas, César Maia (DEM-RJ) é mais um daqueles típicos casos em que a criatura acaba sempre se voltando contra o seu criador. Sua trajetória política teve início à sombra do caudilho gaúcho, mas, não demorou a alçar vôo próprio; nem que, para isso, fosse preciso dar uma guinada de 180º em suas concepções políticas. O social-democrata, adepto do socialismo moreno, deu lugar ao conservador mais reacionário.
César Maia é candidato ao Senado pelo estado do Rio de Janeiro. E as pesquisas o colocam em boas condições de se eleger – a mais recente, do Datafolha, lhe dá 33%, em situação de empate técnico com o senador e candidato à reeleição Marcelo Crivela.
O demo carioca, depois de três mandatos à frente da prefeitura do Rio de Janeiro, tornou-se um obcecado por pesquisas eleitorais e é dele a mais arguta análise sobre o recente levantamento feito pelo Datafolha.
Maia “joga a toalha” e, em seu ex-Blog na internet, afirma que a vantagem de Dilma Rousseff “é fato e não se pode e nem se deve contestar”. O ex-prefeito carioca admite que, neste momento, para José Serra, o mais importante é perseguir o segundo turno, hipótese que a cada dia se revela mais distante. E para isso, sugere uma aliança “não escrita” com a candidata do Partido Verde, Marina Silva. Talvez a senadora acreana, comprometida até a medula com o limitado discurso ecológico, não contasse com esta possibilidade quando decidiu lançar-se na aventura de tentar ser presidente da República.
O ex-prefeito do DEM propõe induzir o voto daqueles que não querem nem Serra e nem Dilma para Marina Silva. Em outras palavras, prega o voto útil para, em sua opinião, assegurar a realização de um segundo turno, onde o jogo é zerado e os dois mais bem votados partem em condições de igualdade. Esta manobra, embora por outros meios, já foi experimentada na eleição anterior e o resultado é bem conhecido: o então candidato Geraldo Alckmin (PSDB) conseguiu a proeza de ter, no segundo turno, menos votos do que teve no primeiro.
A análise que Cesar Maia faz dos números do Datafolha também fornece pistas de como será sua atuação no Senado Federal, caso seja eleito em outubro. Ele lamenta o fato de a equipe de José Serra não ter acompanhado mais atentamente as eleições chilenas. “Com Michele Bachelet, ex-presidenta do Chile, mais popular do que Lula, Sebastian Piñera, candidato da oposição conservadora, foi corajoso e propôs como mote, foco e slogan de campanha, a mudança”, afirma Maia.
Transpor uma realidade de um determinado local para outro, na expectativa de ver reproduzido ali os mesmo resultados, é um exercício não muito recomendável. A vitória de Sebastian Piñera foi vista com alvíssaras por muita gente da oposição ao presidente Lula, porém, as comparações não tiveram fôlego por um único motivo: a situação chilena estava dividida e fragmentada, ao passo que, no Brasil, ela só tem uma candidata.
César Maia também faz críticas veladas à estratégia adotada por José Serra. Segundo ele, ao invés de apostar no “tudo bem, mas vamos fazer um pouco mais”, o tucano deveria, a exemplo do oposicionista chileno, ter um pouco mais de coragem e insistir na mudança. Estes são pequenos, porém, consistentes sinais da atuação do futuro senador César Maia, o líder que a oposição está procurando.
Diferentes analistas políticos afirmam que, caso se confirme sua derrota, Serra terá o canto do cisne em sua carreira política. E mais, já se especula também quem irá liderar a oposição no Congresso Nacional. Uma avaliação ligeira cravaria no ex-governador de Minas Gerais e candidato ao Senado por aquele estado, Aécio Neves. Com uma tribuna importante a sua disposição, dizem os especialistas, ele teria condições de ser o grande líder oposicionista a um eventual mandato de Dilma Rousseff.
Aécio não é unanimidade. Pelo menos é que se depreende de algumas análises publicadas na imprensa. O ex-governador mineiro, dado o seu perfil conciliador e suas boas relações com o presidente Lula, não teria a necessária firmeza para conduzir a oposição conservadora no Parlamento. Se Aécio não serve, quem, então, há de servir? A solução, para os conservadores, pode estar no Rio de Janeiro.
Criado nas hostes brizolistas, César Maia (DEM-RJ) é mais um daqueles típicos casos em que a criatura acaba sempre se voltando contra o seu criador. Sua trajetória política teve início à sombra do caudilho gaúcho, mas, não demorou a alçar vôo próprio; nem que, para isso, fosse preciso dar uma guinada de 180º em suas concepções políticas. O social-democrata, adepto do socialismo moreno, deu lugar ao conservador mais reacionário.
César Maia é candidato ao Senado pelo estado do Rio de Janeiro. E as pesquisas o colocam em boas condições de se eleger – a mais recente, do Datafolha, lhe dá 33%, em situação de empate técnico com o senador e candidato à reeleição Marcelo Crivela.
O demo carioca, depois de três mandatos à frente da prefeitura do Rio de Janeiro, tornou-se um obcecado por pesquisas eleitorais e é dele a mais arguta análise sobre o recente levantamento feito pelo Datafolha.
Maia “joga a toalha” e, em seu ex-Blog na internet, afirma que a vantagem de Dilma Rousseff “é fato e não se pode e nem se deve contestar”. O ex-prefeito carioca admite que, neste momento, para José Serra, o mais importante é perseguir o segundo turno, hipótese que a cada dia se revela mais distante. E para isso, sugere uma aliança “não escrita” com a candidata do Partido Verde, Marina Silva. Talvez a senadora acreana, comprometida até a medula com o limitado discurso ecológico, não contasse com esta possibilidade quando decidiu lançar-se na aventura de tentar ser presidente da República.
O ex-prefeito do DEM propõe induzir o voto daqueles que não querem nem Serra e nem Dilma para Marina Silva. Em outras palavras, prega o voto útil para, em sua opinião, assegurar a realização de um segundo turno, onde o jogo é zerado e os dois mais bem votados partem em condições de igualdade. Esta manobra, embora por outros meios, já foi experimentada na eleição anterior e o resultado é bem conhecido: o então candidato Geraldo Alckmin (PSDB) conseguiu a proeza de ter, no segundo turno, menos votos do que teve no primeiro.
A análise que Cesar Maia faz dos números do Datafolha também fornece pistas de como será sua atuação no Senado Federal, caso seja eleito em outubro. Ele lamenta o fato de a equipe de José Serra não ter acompanhado mais atentamente as eleições chilenas. “Com Michele Bachelet, ex-presidenta do Chile, mais popular do que Lula, Sebastian Piñera, candidato da oposição conservadora, foi corajoso e propôs como mote, foco e slogan de campanha, a mudança”, afirma Maia.
Transpor uma realidade de um determinado local para outro, na expectativa de ver reproduzido ali os mesmo resultados, é um exercício não muito recomendável. A vitória de Sebastian Piñera foi vista com alvíssaras por muita gente da oposição ao presidente Lula, porém, as comparações não tiveram fôlego por um único motivo: a situação chilena estava dividida e fragmentada, ao passo que, no Brasil, ela só tem uma candidata.
César Maia também faz críticas veladas à estratégia adotada por José Serra. Segundo ele, ao invés de apostar no “tudo bem, mas vamos fazer um pouco mais”, o tucano deveria, a exemplo do oposicionista chileno, ter um pouco mais de coragem e insistir na mudança. Estes são pequenos, porém, consistentes sinais da atuação do futuro senador César Maia, o líder que a oposição está procurando.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
O ensino técnico em São Paulo
O ensino técnico profissionalizante de nível médio é a vedete nesta campanha eleitoral. Todos os candidatos prometem ampliar investimentos e construir mais escolas desta natureza no estado de São Paulo. A excessiva especialização que estes cursos proporcionam não atende mais as necessidades do mercado de trabalho. Mais do que técnicos extremamente especializados, as empresas querem também um trabalhador com ampla visão de mundo, capaz de entender o empreendimento em sua totalidade e atuar nos diferentes setores da organização.
Esta excessiva especialização é consequência do Decreto 2.208, assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1997. No ano anterior, 1996, o Congresso Nacional aprovou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e desobrigou a vinculação da educação profissional ao ensino médio. Com o decreto de FHC ocorreu a fragmentação da educação técnica integrada e a redução da oferta de vagas nesse nível de ensino.
Esta fragmentação é ruim para a formação do trabalhador e para o país, pois reduz os anos de escolaridade. E o fruto desta baixa escolaridade é o trabalho precário, a sub-remuneração, as migrações, que não trazem benefícios para ninguém.
Em 2004, apesar das pressões de setores ligadas à educação privada no Congresso Nacional, foi aprovado o Decreto 5.154, que revogou o 2.208. O ensino técnico voltou a ser vinculado à educação básica, foi assegurado o cumprimento da formação geral e da preparação técnica, com ampliação da carga horária do curso. O decreto do presidente Lula resgatou a integração, porém, de maneira opcional. E nem todos os estados aderiram.
São Paulo não aderiu e, aqui, a rede estadual continuou com dois conteúdos separados e dupla jornada escolar: num período o aluno cursa o ensino médio, e no outro, o ensino técnico, que dura no máximo dois ou três semestres, dependendo do curso escolhido. Quando havia a integração entre os ensinos técnico e o médio, o conteúdo profissionalizante era desenvolvido ao longo dos três anos de curso, e solidificado junto com os conteúdos de Português, Matemática, Física, Biologia e Química; e enriquecido com Literatura, Artes e Línguas.
Desta maneira, o curso proporcionava envolvimento do aluno, tornando mais completa a sua formação; dando-lhe, enfim, a tal visão de mundo que as empresas tanto buscam. Atualmente, com dois ou três semestres no máximo, o conteúdo é reduzido, o tempo de absorção é muito menor, e é muito mais difícil os alunos se envolverem no cotidiano na escola.
Esta excessiva especialização é consequência do Decreto 2.208, assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1997. No ano anterior, 1996, o Congresso Nacional aprovou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e desobrigou a vinculação da educação profissional ao ensino médio. Com o decreto de FHC ocorreu a fragmentação da educação técnica integrada e a redução da oferta de vagas nesse nível de ensino.
Esta fragmentação é ruim para a formação do trabalhador e para o país, pois reduz os anos de escolaridade. E o fruto desta baixa escolaridade é o trabalho precário, a sub-remuneração, as migrações, que não trazem benefícios para ninguém.
Em 2004, apesar das pressões de setores ligadas à educação privada no Congresso Nacional, foi aprovado o Decreto 5.154, que revogou o 2.208. O ensino técnico voltou a ser vinculado à educação básica, foi assegurado o cumprimento da formação geral e da preparação técnica, com ampliação da carga horária do curso. O decreto do presidente Lula resgatou a integração, porém, de maneira opcional. E nem todos os estados aderiram.
São Paulo não aderiu e, aqui, a rede estadual continuou com dois conteúdos separados e dupla jornada escolar: num período o aluno cursa o ensino médio, e no outro, o ensino técnico, que dura no máximo dois ou três semestres, dependendo do curso escolhido. Quando havia a integração entre os ensinos técnico e o médio, o conteúdo profissionalizante era desenvolvido ao longo dos três anos de curso, e solidificado junto com os conteúdos de Português, Matemática, Física, Biologia e Química; e enriquecido com Literatura, Artes e Línguas.
Desta maneira, o curso proporcionava envolvimento do aluno, tornando mais completa a sua formação; dando-lhe, enfim, a tal visão de mundo que as empresas tanto buscam. Atualmente, com dois ou três semestres no máximo, o conteúdo é reduzido, o tempo de absorção é muito menor, e é muito mais difícil os alunos se envolverem no cotidiano na escola.
sábado, 24 de julho de 2010
Sob pressão, o Datafalha começa a encolher o Serra
Eduardo Guimarães, Movimento dos Sem Mídia - Reproduzido do Conversa Afiada
Quem se surpreendeu, decepcionou-se ou se animou com a pesquisa Datafolha que vazou no fim da noite de sexta-feira na internet e que foi divulgada oficialmente hoje pela Folha de São Paulo, talvez não esteja olhando direito os números.
É claro que, em comparação com a pesquisa Vox Populi divulgada também na sexta, o Datafolha não é tão bom para Dilma nem tão ruim para Serra. Todavia, se compararmos o que vinha sendo feito pelo instituto de pesquisas da família Frias antes de a procuradoria-geral eleitoral acolher a representação do Movimento dos Sem Mídia pedindo investigação dos quatro grandes institutos (Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi), chegaremos à conclusão de que a suposta manipulação de dados do Datafolha refluiu, e muito.
Em dezembro do ano passado, a vantagem que o Datafolha atribuía a Serra em relação a Dilma era de 14 pontos percentuais. Em fevereiro, a vantagem caiu para 7 p.p. Eis que, em março, quando o Vox Populi e o Sensus já atribuíam empate técnico entre Dilma e Serra, o Datafolha joga a diferença a favor do tucano para 10 p.p. Em abril, o mesmo Datafolha aumenta essa vantagem ainda mais, agora para 12 p.p. (!!!)
No começo de maio, a procuradoria-geral eleitoral aceita a representação do Movimento dos Sem Mídia e emite um despacho à Polícia Federal para que esta instaure inquérito para apurar possível crime eleitoral de falsificação de pesquisas. A investigação abrange os institutos Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi.
Em 35 dias, no Datafolha, some uma vantagem de Serra sobre Dilma de DOZE PONTOS PERCENTUAIS. Em 21 de maio, a pesquisa Datafolha conclui que aquela estrondosa diferença caiu a… ZERO (!).
Naquele momento, a blogosfera entrou em festa. Apesar de a mídia esconder a instauração de inquérito policial contra os institutos de pesquisa, os principais blogs progressistas e até os portais IG e Comunique-se entrevistaram-me e veicularam todos os detalhes da representação do MSM, assinada por mais de dois mil leitores do meu antigo blog, o Cidadania.com.
A manchete mais comum que se viu na blogosfera foi “A sinuca do Datafolha”. Ora, para os Frias e para o PIG em geral, foi a morte. Entendam que o principal poder da mídia é o de se colocar acima dos outros poderes da República – o Quarto Poder, no Brasil, acha que é o Primeiro.
Desta forma, a boa e velha margem de erro, levada ao paroxismo, pode permitir uma tendência muito menos divergente dos resultados que o histórico de todas as pesquisas mostra que têm sido os mais acertados, pois a cada três ou quatro meses fazem os outros resultados convergirem para si, ou seja, Datafolha e Ibope sempre acabam convergindo para os resultados de Sensus e Vox Populi.
De qualquer forma, em meados de maio, coincidentemente no momento do acolhimento pela Justiça Eleitoral da Representação do Movimento dos Sem Mídia, a diferença maluca de doze pontos percentuais a favor de Serra, uma diferença que nenhum outro instituto viu (nem o Ibope), reduziu-se a zero.
Em junho, porém, há uma reação da Folha, aumentando essa diferença em um mísero ponto percentual a favor do tucano, que, agora, a mídia mantém, porque a sua lógica é a seguinte: manipulação de pesquisa já havia ocorrido à época dos dez e, depois, dos doze pontos percentuais de vantagem para Serra. Queda ainda mais abrupta dessa vantagem ou ultrapassagem de Serra por Dilma só complicaria ainda mais a situação do Datafolha diante das investigações. Manter uma divergência, qualquer que seja, é dar coerência ao passado, se é que vocês me entendem…
O fato é que a mera análise dos números mostra que o Datafolha, no transcurso de uma linha de tempo, vai tentando puxar Serra para cima em duas pesquisas consecutivas. Em março, puxou essa diferença, que era de sete pontos em fevereiro, para dez pontos; em abril, de dez pontos em março, para onze pontos; em maio, teve que reduzir a a diferença a zero – não me lembro de outra queda tão abrupta de um candidato a presidente em período tão curto (35 dias)
E a diferença do Datafolha a favor de Serra continua a zero desde a representação do MSM, pois o único ponto percentual a favor do tucano, nas duas pesquisas do instituto em julho, ficou dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Quero garantir uma coisa aos leitores em geral e aos filiados ao MSM: a Folha não está ignorando o fato de que é a maior suspeita de estar manipulando pesquisas através de seu instituto-laranja. Há todo um intrincado cálculo na divulgação desses números. Até porque, um passarinho me contou que Serra não levaria sua candidatura à frente se Ibope e Datafolha não o mantivessem em vantagem sobre Dilma, mesmo que dentro da margem de erro.
A investigação da Polícia Federal sobre os institutos de pesquisa já está sendo monitorada pelo Movimento dos Sem Mídia. Em breve, teremos novidades sobre o que, a meu juízo, é direito de a sociedade saber. A Folha e seu instituto-laranja estão seguindo uma linha de atuação que lhes parece menos suicida – e eu talvez até concorde com ela, se for enxergar o assunto pela ótica dos seus interesses.
O fato é que não haverá o que o grupo político-midiático de Serra não faça para vencer a eleição deste ano. Há interesses não só do pico da pirâmide social, mas também interesses alienígenas (estrangeiros) na vitória dele. A vitória de Dilma pode tirar dezenas de bilhões de dólares das classes A e B e entregá-los às classes C, D e E.
Estamos falando de uma elite que já deu um golpe de Estado por não aceitar distribuição de renda promovida pelo governo da hora e que, assim, manteve o país acorrentado a uma ditadura por mais de vinte anos. E estamos falando do sétimo país mais desigual do mundo, segundo o índice de Gini. O Brasil não chegou a esse ponto com essa casta dominante assustando-se com pouco. Até porque, há chefes militares garantindo apoio.
O que este blogueiro e ativista político faz, portanto, é apostar na legalidade, nas instituições, e, no limite, na indisposição que me dizem haver nas tropas de obedecerem a ordens de comando golpistas, caso a direita tucano-pefelê-midiática e seus mentores decidam não aceitar ficarem de fora do poder por mais quatro anos.
Contudo, essa decisão-limite da direita golpista precisará se amparar no Judiciário, mais ou menos como aconteceu em Honduras. É o novo modus operandi golpista latino-americano. Porém, o Judiciário pós-Lula já não é mais o mesmo. A maioria dos juízes da Suprema Corte foi nomeada por este governo. O procurador-geral da República é um homem de bem.
Em minha opinião, até a doutora Sandra Cureau tem méritos a seu favor e tenho minhas dúvidas de que esteja atuando de forma partidária. Aceitou uma representação de uma ONG desconhecida, apesar de apoiada por mais de dois mil cidadãos, e, depois que o PT resolveu se mexer e acionar a Justiça Eleitoral naquela questão da “propaganda antecipada”, também tem acusado os tucanos.
Em minha opinião, a situação das pesquisas está muito melhor hoje. A ousadia diminuiu muito. E não creio que terão pernas para dar um golpe branco, a la Honduras. Além disso, as próximas pesquisas poderão ser avassaladoras para Serra. O Vox Populi mostrou que a sociedade não está dando bola nem para os ataques reiterados a Dilma nem à manipulações de pesquisas. Quero ver o que fará o Datafolha quando Sensus e Vox Populi estiverem dando 15 pontos de vantagem para Dilma e a eleição estiver chegando…
O que essa gente não entendeu, é o seguinte: eles podem fazer quantas pesquisas quiserem, quantas notícias de jornal quiserem, quantos programas de televisão quiserem. Podem tentar criar climas eleitorais artificiais à vontade. No fim, porém, prevalecerá o princípio máximo da democracia, o de que a cada cidadão só cabe o próprio voto, e o de que na cabine indevassável, naquela hora do cidadão com a sua consciência, quem tem o poder é o povo.
Quem se surpreendeu, decepcionou-se ou se animou com a pesquisa Datafolha que vazou no fim da noite de sexta-feira na internet e que foi divulgada oficialmente hoje pela Folha de São Paulo, talvez não esteja olhando direito os números.
É claro que, em comparação com a pesquisa Vox Populi divulgada também na sexta, o Datafolha não é tão bom para Dilma nem tão ruim para Serra. Todavia, se compararmos o que vinha sendo feito pelo instituto de pesquisas da família Frias antes de a procuradoria-geral eleitoral acolher a representação do Movimento dos Sem Mídia pedindo investigação dos quatro grandes institutos (Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi), chegaremos à conclusão de que a suposta manipulação de dados do Datafolha refluiu, e muito.
Em dezembro do ano passado, a vantagem que o Datafolha atribuía a Serra em relação a Dilma era de 14 pontos percentuais. Em fevereiro, a vantagem caiu para 7 p.p. Eis que, em março, quando o Vox Populi e o Sensus já atribuíam empate técnico entre Dilma e Serra, o Datafolha joga a diferença a favor do tucano para 10 p.p. Em abril, o mesmo Datafolha aumenta essa vantagem ainda mais, agora para 12 p.p. (!!!)
No começo de maio, a procuradoria-geral eleitoral aceita a representação do Movimento dos Sem Mídia e emite um despacho à Polícia Federal para que esta instaure inquérito para apurar possível crime eleitoral de falsificação de pesquisas. A investigação abrange os institutos Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi.
Em 35 dias, no Datafolha, some uma vantagem de Serra sobre Dilma de DOZE PONTOS PERCENTUAIS. Em 21 de maio, a pesquisa Datafolha conclui que aquela estrondosa diferença caiu a… ZERO (!).
Naquele momento, a blogosfera entrou em festa. Apesar de a mídia esconder a instauração de inquérito policial contra os institutos de pesquisa, os principais blogs progressistas e até os portais IG e Comunique-se entrevistaram-me e veicularam todos os detalhes da representação do MSM, assinada por mais de dois mil leitores do meu antigo blog, o Cidadania.com.
A manchete mais comum que se viu na blogosfera foi “A sinuca do Datafolha”. Ora, para os Frias e para o PIG em geral, foi a morte. Entendam que o principal poder da mídia é o de se colocar acima dos outros poderes da República – o Quarto Poder, no Brasil, acha que é o Primeiro.
Desta forma, a boa e velha margem de erro, levada ao paroxismo, pode permitir uma tendência muito menos divergente dos resultados que o histórico de todas as pesquisas mostra que têm sido os mais acertados, pois a cada três ou quatro meses fazem os outros resultados convergirem para si, ou seja, Datafolha e Ibope sempre acabam convergindo para os resultados de Sensus e Vox Populi.
De qualquer forma, em meados de maio, coincidentemente no momento do acolhimento pela Justiça Eleitoral da Representação do Movimento dos Sem Mídia, a diferença maluca de doze pontos percentuais a favor de Serra, uma diferença que nenhum outro instituto viu (nem o Ibope), reduziu-se a zero.
Em junho, porém, há uma reação da Folha, aumentando essa diferença em um mísero ponto percentual a favor do tucano, que, agora, a mídia mantém, porque a sua lógica é a seguinte: manipulação de pesquisa já havia ocorrido à época dos dez e, depois, dos doze pontos percentuais de vantagem para Serra. Queda ainda mais abrupta dessa vantagem ou ultrapassagem de Serra por Dilma só complicaria ainda mais a situação do Datafolha diante das investigações. Manter uma divergência, qualquer que seja, é dar coerência ao passado, se é que vocês me entendem…
O fato é que a mera análise dos números mostra que o Datafolha, no transcurso de uma linha de tempo, vai tentando puxar Serra para cima em duas pesquisas consecutivas. Em março, puxou essa diferença, que era de sete pontos em fevereiro, para dez pontos; em abril, de dez pontos em março, para onze pontos; em maio, teve que reduzir a a diferença a zero – não me lembro de outra queda tão abrupta de um candidato a presidente em período tão curto (35 dias)
E a diferença do Datafolha a favor de Serra continua a zero desde a representação do MSM, pois o único ponto percentual a favor do tucano, nas duas pesquisas do instituto em julho, ficou dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Quero garantir uma coisa aos leitores em geral e aos filiados ao MSM: a Folha não está ignorando o fato de que é a maior suspeita de estar manipulando pesquisas através de seu instituto-laranja. Há todo um intrincado cálculo na divulgação desses números. Até porque, um passarinho me contou que Serra não levaria sua candidatura à frente se Ibope e Datafolha não o mantivessem em vantagem sobre Dilma, mesmo que dentro da margem de erro.
A investigação da Polícia Federal sobre os institutos de pesquisa já está sendo monitorada pelo Movimento dos Sem Mídia. Em breve, teremos novidades sobre o que, a meu juízo, é direito de a sociedade saber. A Folha e seu instituto-laranja estão seguindo uma linha de atuação que lhes parece menos suicida – e eu talvez até concorde com ela, se for enxergar o assunto pela ótica dos seus interesses.
O fato é que não haverá o que o grupo político-midiático de Serra não faça para vencer a eleição deste ano. Há interesses não só do pico da pirâmide social, mas também interesses alienígenas (estrangeiros) na vitória dele. A vitória de Dilma pode tirar dezenas de bilhões de dólares das classes A e B e entregá-los às classes C, D e E.
Estamos falando de uma elite que já deu um golpe de Estado por não aceitar distribuição de renda promovida pelo governo da hora e que, assim, manteve o país acorrentado a uma ditadura por mais de vinte anos. E estamos falando do sétimo país mais desigual do mundo, segundo o índice de Gini. O Brasil não chegou a esse ponto com essa casta dominante assustando-se com pouco. Até porque, há chefes militares garantindo apoio.
O que este blogueiro e ativista político faz, portanto, é apostar na legalidade, nas instituições, e, no limite, na indisposição que me dizem haver nas tropas de obedecerem a ordens de comando golpistas, caso a direita tucano-pefelê-midiática e seus mentores decidam não aceitar ficarem de fora do poder por mais quatro anos.
Contudo, essa decisão-limite da direita golpista precisará se amparar no Judiciário, mais ou menos como aconteceu em Honduras. É o novo modus operandi golpista latino-americano. Porém, o Judiciário pós-Lula já não é mais o mesmo. A maioria dos juízes da Suprema Corte foi nomeada por este governo. O procurador-geral da República é um homem de bem.
Em minha opinião, até a doutora Sandra Cureau tem méritos a seu favor e tenho minhas dúvidas de que esteja atuando de forma partidária. Aceitou uma representação de uma ONG desconhecida, apesar de apoiada por mais de dois mil cidadãos, e, depois que o PT resolveu se mexer e acionar a Justiça Eleitoral naquela questão da “propaganda antecipada”, também tem acusado os tucanos.
Em minha opinião, a situação das pesquisas está muito melhor hoje. A ousadia diminuiu muito. E não creio que terão pernas para dar um golpe branco, a la Honduras. Além disso, as próximas pesquisas poderão ser avassaladoras para Serra. O Vox Populi mostrou que a sociedade não está dando bola nem para os ataques reiterados a Dilma nem à manipulações de pesquisas. Quero ver o que fará o Datafolha quando Sensus e Vox Populi estiverem dando 15 pontos de vantagem para Dilma e a eleição estiver chegando…
O que essa gente não entendeu, é o seguinte: eles podem fazer quantas pesquisas quiserem, quantas notícias de jornal quiserem, quantos programas de televisão quiserem. Podem tentar criar climas eleitorais artificiais à vontade. No fim, porém, prevalecerá o princípio máximo da democracia, o de que a cada cidadão só cabe o próprio voto, e o de que na cabine indevassável, naquela hora do cidadão com a sua consciência, quem tem o poder é o povo.
terça-feira, 9 de março de 2010
Está dando medo
A campanha eleitoral ainda nem começou oficialmente e o festival de insanidades, sandices e ataques raivosos já começou. O Partido da Imprensa Golpista (PIG) é a vanguarda nesta luta "do rochedo contra o mar" para tentar impedir que o atual presidente faça seu sucessor. Há pouco o Instituto Millenium promoveu, em São Paulo, um seminário, cujo propósito público era debater a situação da liberdade de expressão no Brasil, na América Latina e no mundo diante das tentativas de cerceamento. O real objetivo do encontro, entretanto, era bem outro: acordar a classe média para que, desperta, possa reagir e impedir a chegada de Dilma Rousseff ao governo.
Não é de se estranhar que o seminário tenha ocorrida pouco antes de vir a público a pesquisa do Instituto DataFolha mostrando que distância entre a Ministra da Casa Civil e o governador José Serra, principais candidatos à sucessão de Lula, tenha estreitado perigosamente (para a direita, é claro!). Acendeu a luz amarela nas hostes direitistas e o PIG se pôs a campo para articular e comandar a reação. Está valendo tudo. Como se diz nos campos de futebol varzeanos "pescoço é canela" e tome "notícias" requentadas, sem nenhum sinal de novidade. O que importa, e interessa, é desgastar a imagem da Ministra-candidata e gerar fatos políticos que possam ser explorados durante a campanha eleitoral do "porteiro de funerária".
Não esperem os eleitores brasileiros um debate de idéias entre os candidatos. O que o país irá assistir nos próximos meses mais se parececrá a uma luta de boxe, com o candidato oposicionistas, escorado no PIG, batendo na linha da cintura para tentar minar a resistência da adversária. O fator que pode, certamente, desequilibrar e, quem sabe, decidir a questão será, não há dúvida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E a julgar pelo avanço de Dilma nas pesquisas, a movimentação lulista já começa a produzir resultados.
Não é de se estranhar que o seminário tenha ocorrida pouco antes de vir a público a pesquisa do Instituto DataFolha mostrando que distância entre a Ministra da Casa Civil e o governador José Serra, principais candidatos à sucessão de Lula, tenha estreitado perigosamente (para a direita, é claro!). Acendeu a luz amarela nas hostes direitistas e o PIG se pôs a campo para articular e comandar a reação. Está valendo tudo. Como se diz nos campos de futebol varzeanos "pescoço é canela" e tome "notícias" requentadas, sem nenhum sinal de novidade. O que importa, e interessa, é desgastar a imagem da Ministra-candidata e gerar fatos políticos que possam ser explorados durante a campanha eleitoral do "porteiro de funerária".
Não esperem os eleitores brasileiros um debate de idéias entre os candidatos. O que o país irá assistir nos próximos meses mais se parececrá a uma luta de boxe, com o candidato oposicionistas, escorado no PIG, batendo na linha da cintura para tentar minar a resistência da adversária. O fator que pode, certamente, desequilibrar e, quem sabe, decidir a questão será, não há dúvida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E a julgar pelo avanço de Dilma nas pesquisas, a movimentação lulista já começa a produzir resultados.
Assinar:
Postagens (Atom)